O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta sexta-feira (15/08) o julgamento que pode levar a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) a sua segunda condenação criminal. A ação penal trata de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com uso de arma, crimes pelos quais Zambelli é acusada de ter cometido às vésperas do segundo turno das eleições de 2022, quando perseguiu armada o jornalista Luan Araújo em São Paulo.
O ministro Kassio Nunes Marques foi o primeiro a votar na retomada, defendendo a absolvição da parlamentar. No entanto, a posição dele é isolada. Antes mesmo de seu voto, já havia maioria formada no plenário virtual para a condenação. Gilmar Mendes (relator), Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Dias Toffoli se manifestaram a favor da pena e, no caso do relator, também da perda do mandato.
O julgamento seguirá até 22 de agosto, quando os ministros Luís Roberto Barroso, André Mendonça, Luiz Fux e Edson Fachin devem registrar seus votos.
O caso
Em outubro de 2022, Zambelli sacou uma arma em via pública, apontou para o jornalista e o perseguiu até uma lanchonete, ordenando que ele se deitasse no chão. Para o relator, a conduta caracteriza constrangimento ilegal com grave ameaça, agravado pelo uso da arma.
Segunda condenação à vista
Se confirmada, essa será a segunda condenação de Zambelli no STF. Em maio deste ano, ela recebeu pena de 10 anos de prisão pela invasão dos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Após a decisão, fugiu para a Itália, onde foi presa no fim de julho em cumprimento a um alerta vermelho da Interpol. A justiça italiana mantém a detenção e o Brasil aguarda a decisão sobre sua extradição.
Enquanto isso, o julgamento atual coloca Zambelli novamente no centro de um turbilhão político e jurídico, reforçando a tensão entre a imagem pública que construiu e as graves acusações que enfrenta no Supremo.
Redação
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