Em declarações explosivas dadas à BBC News Brasil direto de Washington (EUA), o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro voltou a atacar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prometendo “ir às últimas consequências” para tirá-lo da Corte.
Chamando Moraes de “psicopata”, “mafioso” e “bandido”, Eduardo disse que não vai recuar até “a pressão se tornar insustentável” contra o magistrado. Segundo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, a estratégia inclui articular com autoridades norte-americanas sanções pesadas contra o ministro — como a aplicação da Lei Magnitsky e a revogação de vistos para entrada nos EUA.
Mas as ameaças não param por aí. Eduardo afirmou que, se os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, não avançarem com o impeachment de Moraes e a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, eles também poderão ser incluídos na lista de alvos das sanções internacionais.
Licenciado desde março e morando nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro já participou de encontros com parlamentares e autoridades norte-americanas para pressionar por medidas contra Moraes e outros nomes do Judiciário brasileiro. Em julho, o governo dos EUA já havia adotado restrições contra o ministro, como o cancelamento de vistos, mas sem qualquer efeito prático para afastá-lo do STF.
A escalada verbal de Eduardo reacende o clima de tensão entre os Poderes e coloca mais lenha na fogueira da já desgastada relação institucional entre o bolsonarismo e a Suprema Corte. No Brasil, aliados de Moraes tratam as declarações como mais um ataque direto ao Estado Democrático de Direito, enquanto apoiadores de Bolsonaro comemoram a ofensiva e pedem mais pressão internacional.
O fato é que, em meio a acusações, sanções e discursos inflamados, a disputa entre Eduardo Bolsonaro e Alexandre de Moraes já ultrapassou as fronteiras do Brasil e promete ter novos capítulos — com consequências imprevisíveis para a política nacional.
Redação
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