quinta-feira , 23 abril 2026

Vaza foto de Raphael Oliveira na prisão: dono da Choquei segue custodiado em ala especial de presídio em Goiás

Preso no Núcleo Especial de Custódia da Casa de Prisão Provisória (CPP), em Aparecida de Goiânia, o empresário Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, teve uma imagem dentro do sistema prisional divulgada nesta segunda-feira (20). A Diretoria-Geral de Polícia Penal (DGPP) informou que não confirmou se o vazamento ocorreu dentro da unidade nem a origem da fotografia, já que outros órgãos também poderiam ter acesso ao registro.

A defesa do investigado declarou que não comentará o episódio.

Raphael foi transferido para a CPP na última sexta-feira (17), após permanecer sob custódia da Polícia Federal desde sua prisão, ocorrida na quarta-feira (15), durante a Operação Narco Fluxo.

O empresário está detido em uma ala destinada a presos considerados de grande repercussão pública, conhecidos como “midiáticos”. O setor possui protocolos mais rígidos de segurança e busca preservar a integridade física do interno, evitando conflitos com outros detentos.

Mesmo na área especial, a DGPP informou anteriormente que Raphael segue a mesma rotina dos demais custodiados. Ele recebe quatro refeições diárias — café da manhã, almoço, jantar e ceia — além de duas horas de banho de sol por dia. Não foi informado se ele está sozinho na cela ou dividido com outros presos.

Segundo as investigações, Raphael é alvo de apuração sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro utilizado para ocultar R$ 1,6 bilhão. A defesa sustenta que qualquer vínculo do empresário com os fatos investigados decorre exclusivamente da prestação de serviços publicitários por meio de sua empresa.

Em nota, os advogados afirmaram que os valores recebidos são referentes a contratos legítimos de publicidade e marketing digital, atividade exercida regularmente há anos.

O advogado Pedro Paulo de Medeiros declarou que Raphael não integra organização criminosa, não participou de qualquer esquema ilícito e jamais exerceu função diferente da veiculação publicitária contratada.

A mesma operação também resultou nas prisões dos cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. Eles foram detidos em Bertioga e no Rio de Janeiro, respectivamente.

Além das prisões, a Justiça determinou bloqueio de bens e restrições societárias para interromper as supostas atividades ilícitas e preservar patrimônio para eventual ressarcimento.

Na audiência de custódia realizada na quinta-feira (16), o Judiciário decidiu manter a prisão temporária de Raphael. O entendimento foi de que a liberdade do investigado poderia prejudicar a instrução processual.

Segundo a decisão, a influência digital do empresário era considerada estratégica para a organização criminosa, já que sua audiência nas redes sociais ajudaria a legitimar pessoas ligadas ao esquema, criando uma aparência de legalidade.

A Operação Narco Fluxo é desdobramento da Operação Narco Bet e cumpre 39 mandados de prisão temporária e 45 mandados de busca e apreensão expedidos pela 5ª Vara Federal de Santos.

As ordens judiciais são executadas em endereços de Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e no Distrito Federal.

De acordo com a Polícia Federal, profissionais do meio musical e digital teriam criado um sistema sofisticado para movimentar recursos ilícitos, combinando atividades artísticas, transferências em criptoativos, transporte de dinheiro em espécie e operações bancárias de alto valor.

Redação: Integração News

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