O que parecia ser apenas mais uma entrega comum acabou revelando um esquema de estelionato liderado por Rodrigo de Menezes Machado, um nome que agora estampa as manchetes policiais como o cabeça de um golpe audacioso que quase arrancou R$ 13 mil de uma loja tradicional da capital.
Rodrigo foi flagrado no momento exato em que tentava finalizar mais uma parte do seu plano, negociando uma bota de motociclista de alto valor, fruto de um golpe com cartão de crédito clonado, para o proprietário da L2 Veículos. Com frieza e aparência de legalidade, ele tentava vender o item por R$ 3.800, apesar de valer bem mais — o que já indicava movimentação suspeita.
Mas quem é Rodrigo?
Segundo apurado pela reportagem, Rodrigo já havia se envolvido em outra tentativa de golpe utilizando o nome de José Luciano de Assis Pereira, morador de Minas Gerais e verdadeiro dono do cartão clonado. A primeira fraude havia sido concretizada dias antes, quando um “entregador” retirou os itens e o pagamento foi estornado.
Desta vez, a loja Rapozão Motos desconfiou e acionou a Força Tática, que montou uma operação silenciosa, com apoio da inteligência. O alvo? Rodrigo. Ele usava o mesmo número de telefone da fraude anterior e repetia o mesmo modo de operação, tentando repetir o golpe com mais de R$ 13 mil em mercadoria.
Monitorado desde a retirada da encomenda, o suspeito foi localizado em um veículo Compass branco, que chamou ainda mais atenção ao ser identificado como patrimônio da Polícia Civil — fato que, mesmo com a alegação de devolução formal do carro, levanta graves suspeitas sobre o círculo de influência de Rodrigo.
No momento da prisão, Rodrigo estava acompanhado de Jhonatan Silva de Freitas, apontado como o entregador da mercadoria. Dentro do carro, os policiais encontraram:
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Todos os materiais retirados da loja,
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Cópias da CNH do verdadeiro José Luciano, usadas para encobrir a fraude,
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Documentos do próprio Rodrigo,
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Um iPhone 15, um chip da TIM, e outros itens que fortalecem a suspeita de que Rodrigo seria o operador principal do golpe.
Jhonatan, em sua defesa, alegou que apenas prestava um serviço de entrega solicitado por um desconhecido via OLX. Já Rodrigo tentou suavizar a situação dizendo que apenas estava fazendo uma venda particular — mas tudo indicava que ele era quem comandava o esquema.
Ambos foram presos em flagrante e levados à delegacia. A polícia agora investiga se Rodrigo faz parte de uma quadrilha especializada em fraudes com cartão clonado e se o veículo da Polícia Civil vinha sendo utilizado para dar “credibilidade” às ações criminosas.
O caso já movimenta os bastidores da segurança pública em Goiás, e a pergunta que fica é: quantos outros golpes Rodrigo aplicou antes de ser pego? E quem mais está por trás desse esquema?
O Goiás da Gente segue acompanhando o caso de perto e promete revelar em breve os bastidores e conexões perigosas desse golpe arquitetado por Rodrigo de Menezes Machado.
Redação
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