quinta-feira , 23 abril 2026

Caiado articula vice mulher, mira voto evangélico e aposta em força no 2º turno contra Lula

O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), já começa a desenhar os pilares estratégicos de sua pré-candidatura à Presidência da República em 2026. Entre os principais movimentos, está o desejo de compor sua chapa com uma mulher na vice-presidência — decisão ainda não oficializada, mas considerada prioridade nos bastidores.

Desde que deixou o comando do Estado no último dia 31 de março, transferindo o cargo para Daniel Vilela (MDB), Caiado passou a focar integralmente na construção de sua campanha nacional. Nos próximos dias, o pré-candidato deve intensificar agendas em São Paulo e Brasília, com o objetivo de alinhar estratégias e avançar na formação de alianças.

Outro eixo central da estratégia envolve a aproximação com o eleitorado evangélico, considerado decisivo em disputas presidenciais. Essa articulação deve ser conduzida pelo deputado federal Otoni de Paula, que atuará na conexão com lideranças religiosas em diversas regiões do país.

A movimentação inclui participação em cultos, encontros com pastores e eventos voltados ao segmento, buscando ampliar a presença de Caiado junto a esse público.

Além disso, a equipe do pré-candidato trabalha para ampliar sua base de apoio partidária. Apesar do cenário desafiador no primeiro turno — marcado pela fragmentação de candidaturas, especialmente no campo da direita — aliados avaliam que há potencial de crescimento.

A leitura estratégica é clara: quem avançar ao segundo turno tende a concentrar os votos dos demais candidatos ideologicamente próximos, fortalecendo a disputa final.

Esse cenário ganhou força após a divulgação de uma pesquisa recente do instituto Atlas Intel. No levantamento, Caiado aparece à frente de Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno, com 48,9% das intenções de voto contra 34,2% do atual presidente. Nulos e brancos somam 16,9%.

A pesquisa foi realizada com 1.254 eleitores do Paraná, entre os dias 25 e 30 de março, com nível de confiança de 95% e margem de erro de três pontos percentuais. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-05315/2026.

A análise interna da campanha reforça a percepção de que o maior obstáculo está na primeira fase da eleição — mas que o jogo pode mudar significativamente na reta final.

Redação: Integração News

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