O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, adotou um tom mais moderado ao comentar a pré-candidatura presidencial do colega de partido Ronaldo Caiado. Apesar de reconhecer diferenças de “visão e estilo”, o gaúcho afirmou que há “muitas convergências” entre os dois e declarou respeito pela trajetória do governador de Goiás.
A manifestação ocorre após a oficialização do nome de Caiado como pré-candidato do PSD à Presidência da República — decisão que não foi bem recebida por Leite. Em entrevista concedida ao jornal O Globo nesta quarta-feira (1º/4), ele afastou a possibilidade de deixar a legenda para enfrentar o correligionário. “Não considerei sair do PSD”, afirmou.
A fala busca reduzir a tensão interna após dias de especulações políticas. Desde o anúncio de Caiado como pré-candidato, Leite passou a ser citado em articulações envolvendo o PSDB, partido ao qual já foi filiado. Lideranças tucanas defendem seu retorno, argumentando que ele teria mais espaço para estruturar um projeto nacional.
Em entrevista à Folha de S. Paulo, o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, afirmou que a sigla “sempre foi a casa” de Eduardo Leite e indicou que o governador não precisaria de convite formal para voltar. Segundo ele, o movimento representaria uma oportunidade de reposicionamento político.
Até a semana passada, Leite era um dos nomes cotados pelo PSD para a disputa presidencial, ao lado de Caiado e do governador do Paraná, Ratinho Jr.. Com a saída de Ratinho Jr. do páreo, a legenda consolidou o nome de Caiado como seu representante, decisão que, segundo aliados, ocorreu contra a vontade de Leite.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o governador gaúcho demonstrou insatisfação com a escolha, embora tenha evitado confronto direto com o partido. “Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como insistem em fazer política no nosso país, eu não vou discutir”, afirmou.
Leite também avaliou que a entrada de Caiado na disputa pode intensificar a polarização política no país. “A decisão tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que limita o Brasil. Eu acredito em um outro caminho, um centro liberal e democrático de verdade”, declarou.
Apesar das movimentações e pressões internas, o governador sinaliza permanência no PSD, embora tenha até o próximo sábado (4/4) para definir eventual mudança partidária e se desincompatibilizar do cargo, caso opte por disputar a eleição presidencial por outra legenda.
Redação: Integração News
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