A deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) protagonizou uma forte polêmica na Assembleia Legislativa de São Paulo nesta quarta-feira (18) ao se pintar de marrom durante um discurso em plenário — prática conhecida como “blackface”, considerada ofensiva por remeter a estereótipos históricos utilizados para ridicularizar pessoas negras.
A manifestação ocorreu durante uma fala em que a parlamentar defendia a tese de que pessoas trans não seriam mulheres, mesmo com alterações visuais. Para sustentar seu argumento, ela utilizou uma encenação em que comparava a identidade de gênero com características raciais, iniciando então a pintura da própria pele em plenário.
Durante o discurso, Fabiana afirmou que, por ser uma mulher branca, sua identidade não mudaria ao se maquiar como uma pessoa negra, questionando se tal transformação permitiria vivenciar as experiências e dores enfrentadas pela população negra, especialmente em relação ao racismo e à exclusão social.
A atitude gerou reação imediata entre parlamentares e forte repercussão negativa nas redes sociais. O caso levou à abertura de representação no Conselho de Ética da Alesp, que deverá analisar a conduta da deputada.
Apesar do sobrenome, Fabiana Bolsonaro não possui parentesco com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela adotou o nome como estratégia política e alinhamento ideológico durante sua campanha eleitoral em 2022.
Nas redes sociais, a deputada se apresenta como conservadora e apoiadora do ex-presidente e de pautas associadas a esse campo político. Seu nome de registro é Fabiana de Lima Barroso Souza, sendo filha do pastor Adilson Barroso, ligado à fundação do antigo Partido Patriota, atualmente denominado Partido Renovação Democrática.
Redação: Integração News
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