A vereadora Aava Santiago reagiu neste domingo (8), Dia Internacional da Mulher, à ação protocolada pelo PSDB na Justiça Eleitoral que pede a perda de seu mandato por infidelidade partidária após sua filiação ao PSB. Em vídeo divulgado nas redes sociais, a parlamentar afirmou que a iniciativa parte de “um pequeno grupo de homens” que estaria tentando retirá-la da Câmara Municipal e silenciar sua atuação política.
Sem citar diretamente os nomes, Aava exibiu imagens de lideranças ligadas ao partido, entre elas o presidente do PSDB em Goiás, deputado estadual Gustavo Sebba, o jornalista Matheus Ribeiro, que preside o diretório tucano em Goiânia, o ex-governador Marconi Perillo e o suplente de vereador Michel Magul.
Durante a gravação, a vereadora reconheceu que a legislação eleitoral estabelece restrições para mudança de partido fora da chamada janela partidária. No entanto, afirmou que decidiu deixar o PSDB confiando em um compromisso político firmado com Marconi Perillo, presidente nacional da sigla.
“Eu sei o que diz a legislação eleitoral. Sei que não tenho a tal janela para mudar de partido. Mas eu tinha uma coisa e me apeguei a ela: a palavra de Marconi Perillo, a quem relatei cada passo das conversas com outros partidos e de quem ouvi diversas vezes que se empenharia para construir uma saída harmônica”, declarou.
A parlamentar também relembrou sua trajetória dentro do PSDB, partido ao qual afirma ter dedicado cerca de 20 anos de militância política. Segundo ela, sua atuação foi fundamental em um momento em que a sigla enfrentava dificuldades de imagem.
“Eu me filiei ainda na adolescência e me dediquei por duas décadas. Quando o partido era terra arrasada e ninguém queria associar sua imagem a ele, eu disputei e ganhei a eleição, recolocando a sigla novamente na política goianiense”, afirmou.
No vídeo, Aava também rebateu um dos argumentos apresentados na ação judicial, que menciona repasses do fundo eleitoral para sua campanha. De acordo com a vereadora, os números indicam o contrário do que foi alegado pelo partido.
“Na última eleição eu recebi R$ 50 mil de fundo eleitoral. O presidente do partido em Goiânia, que assina a ação, recebeu R$ 3 milhões. O meu voto custou ao partido R$ 4,76. O dele custou R$ 65. Eu fui eleita. Ele não”, disse, em referência a Matheus Ribeiro.
A vereadora afirmou ainda que decidiu deixar o PSDB após concluir que o partido já não comportava seu projeto político de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Segundo ela, houve um distanciamento entre a legenda e os valores da social-democracia que sempre defendeu.
Apesar das críticas, Aava demonstrou confiança no resultado do processo judicial e garantiu que continuará atuando politicamente em Goiânia. “Meus algozes eu enfrentarei nos tribunais. Os algozes de Goiânia eu enfrento na tribuna”, concluiu.
Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira
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