Passado o efeito inicial da movimentação política, aliados do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) e do vice Daniel Vilela (MDB) avaliam que a filiação de Ana Paula Rezende ao PL trouxe visibilidade à pré-candidatura de Wilder Morais, mas não altera a equação eleitoral do governo para 2026.
Nos bastidores, a leitura predominante é que o chamado irismo deixou de atuar como força orgânica tanto em Goiânia quanto no interior de Goiás. A estrutura política que sustentou mandatos por décadas teria sido gradualmente absorvida, eleição após eleição, pelo grupo atualmente no poder. Segundo um articulador governista, o nome ainda possui força simbólica, mas já não conta com a mesma base estruturada de antes.
O fato de Ana Paula nunca ter disputado uma eleição também pesa na análise. Sem mandato e sem base formada diretamente nas urnas, aliados afirmam que não há transferência automática de capital eleitoral. O peso do sobrenome é reconhecido, mas tratado como um ativo simbólico, não como força política capaz de ampliar a base de Wilder.
Outro ponto que chamou atenção foi o isolamento do movimento. Nenhum prefeito, deputado ou liderança com peso político acompanhou a filiação. Nem mesmo nomes históricos do MDB aderiram. Alguns, como Nailton Oliveira, fizeram questão de reafirmar permanência em seus atuais espaços políticos. Já Agenor Mariano, ex-vice-prefeito e presidente do MDB em Goiânia, criticou publicamente a decisão. O irista histórico Paulo Ortegal optou pelo silêncio.
Governistas também destacam que Iris Rezende construiu sua trajetória política sem trocar de partido, argumento que reforça, entre aliados do governo, a percepção de que a movimentação atual tem mais peso simbólico do que impacto prático no cenário eleitoral.
Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira
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