sábado , 7 março 2026

Zambelli questiona ex-assessor do TSE; ele nega manipulação de relatórios

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) questionou, nesta quarta-feira (17), o ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Eduardo Tagliaferro, em audiência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. O tema central foram os relatórios usados pelo tribunal para identificar publicações classificadas como fake news durante o período eleitoral.

Tagliaferro negou qualquer manipulação nos documentos, mas afirmou que havia uma percepção de “perseguição” contra Zambelli dentro da Corte, atribuída ao então presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes.

Segundo o ex-assessor, os relatórios seguiam critérios objetivos: perfis com grande alcance nas redes sociais e postagens que ultrapassavam 1.000 a 5.000 visualizações. O conteúdo era apenas transcrito, sem alteração de trechos.

Ele explicou ainda que os relatórios poderiam ser devolvidos para “aperfeiçoamento”, como a inclusão de mais links, vídeos ou textos, mas jamais para modificar o que já estava registrado.

“O trabalho era estritamente técnico. Não havia juízo de valor sobre o conteúdo, apenas compilação de informações”, declarou Tagliaferro.

Durante a audiência, Carla Zambelli insistiu sobre possíveis distorções em relatórios relacionados a episódios envolvendo seu nome, como o de 2022, quando foi filmada portando arma em um bar, em São Paulo.

Tagliaferro reforçou que não houve alteração ou manipulação dos documentos referentes ao caso.

A fala do ex-assessor evidencia uma contradição que ainda gera polêmica: embora ele negue manipulação técnica, admite a existência de uma atmosfera de perseguição política. Esse detalhe lança dúvidas sobre a real imparcialidade no processo de monitoramento de redes durante as eleições.

A situação levanta questionamentos sobre transparência, critérios de seleção de alvos e independência institucional em um momento em que a confiança nos órgãos eleitorais é fundamental para a democracia.

Redação

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