Presidente do PL afirma que prisão domiciliar abala saúde e moral do ex-presidente, mas reforça sua força eleitoral no país
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, voltou a defender o ex-presidente Jair Bolsonaro em declarações feitas neste final de semana. Durante participação em um painel político com lideranças de diferentes partidos, Valdemar afirmou que o ex-chefe do Executivo está “muito abatido” por conta da prisão domiciliar, mas que se estivesse em liberdade, “sarava na hora”.
Segundo Valdemar, a condição atual de Bolsonaro não é apenas física, mas principalmente emocional:
“Ele está muito abatido. Mas, se estivesse livre, ele sarava na hora. O estado moral dele é por causa disso”, disse.
Prestígio político e peso eleitoral
O dirigente do PL também destacou o impacto político de Bolsonaro, que, mesmo afastado das ruas, mantém grande influência sobre o eleitorado. De acordo com Valdemar, o ex-presidente é capaz de transferir até 40% dos votos para os candidatos que apoia.
Ele ainda levantou uma reflexão sobre a situação do aliado:
“Ele não merece estar onde está. Como você se sentiria no lugar dele? Isso acaba com a pessoa. E ver o prestígio que ele tem? ‘E eu não vou poder ser candidato?’”
Cenário de 2026 em jogo
As falas de Valdemar aconteceram em um evento ao lado de líderes como Gilberto Kassab (PSD), Renata Abreu (Podemos), Antônio Rueda (União Brasil) e Baleia Rossi (MDB). No encontro, o dirigente reforçou que o PL segue firme na articulação para 2026 e voltou a mencionar a possibilidade do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ser um nome de consenso caso Bolsonaro não possa disputar.
O que fica no ar
A fala de Valdemar expõe a tentativa do PL de manter Bolsonaro como centro da estratégia política, mesmo diante dos impasses jurídicos. Ao mesmo tempo, sinaliza que o partido já trabalha alternativas para garantir protagonismo nas eleições de 2026.
Redação
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