O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), entrou de vez no centro da articulação política em Brasília para viabilizar uma anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O movimento ocorre em paralelo ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que pode levar à prisão de Bolsonaro. A proposta em debate busca livrar o ex-presidente da prisão, mas mantendo sua inelegibilidade para as eleições de 2026.
Segundo lideranças do Congresso, a ideia já circula entre partidos do centrão e siglas próximas ao bolsonarismo, como PP, União Brasil, PL e Republicanos. A expectativa é de reunir cerca de 300 votos na Câmara dos Deputados, número suficiente para aprovar o projeto.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que antes resistia à pauta, agora admite a possibilidade de colocá-la em votação logo após o julgamento no STF. Um requerimento de urgência pode ser votado ainda nesta semana.
Fontes revelam que Tarcísio inicialmente relutava em assumir essa missão, mas teria mudado de postura após uma visita a Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar. Desde então, intensificou reuniões com líderes partidários e ganhou protagonismo na ofensiva pela anistia, reforçando sua imagem como herdeiro político do ex-presidente.
O movimento é visto como estratégico tanto para o futuro de Bolsonaro quanto para o próprio Tarcísio. Ao articular a anistia, o governador paulista fortalece sua relação com a base bolsonarista e se posiciona como principal nome da direita para disputar a Presidência em 2026.
Enquanto isso, opositores criticam a tentativa de “blindar” Bolsonaro de responsabilidades jurídicas, classificando a anistia como uma manobra para enfraquecer o STF. Já os aliados defendem a medida como um gesto de “pacificação nacional”.
A disputa agora se concentra nos bastidores do Congresso: se aprovada, a proposta poderá mudar o rumo da política brasileira nos próximos meses, evitando a prisão de Bolsonaro, mas mantendo-o fora da corrida eleitoral.
Redação
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