A saúde de Goiânia volta a enfrentar turbulência. A Maternidade Nascer Cidadão suspendeu, na noite desta quinta-feira (21), o atendimento para partos e cirurgias de urgência. O motivo, segundo a direção técnica da unidade, foi a falta de condições seguras, em especial pela ausência de anestesiologistas — situação considerada gravíssima pelo Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego).
Diante da crise, o Cremego enviou um ofício urgente à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e anunciou que também acionará o Ministério Público Estadual, exigindo medidas imediatas para garantir assistência adequada às gestantes e recém-nascidos.
A Prefeitura de Goiânia afirmou que uma equipe já foi deslocada para a unidade a fim de reorganizar o fluxo de atendimento. Os casos de urgência permanecem sendo recebidos, mas gestantes sem risco imediato estão sendo encaminhadas para a Maternidade Dona Íris, Hospital das Clínicas e Hospital Estadual da Mulher.
A situação expõe, mais uma vez, a fragilidade do modelo de gestão das maternidades municipais. Em julho, o Hospital Célia Câmara também suspendeu partos e cirurgias pelo mesmo problema. A gestão das unidades está sob responsabilidade da Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc), que terá os convênios encerrados no dia 29 de agosto. A Prefeitura já anunciou que passará a administração para organizações sociais (OSs), em caráter emergencial.
A Fundahc, por sua vez, classificou a suspensão como “pontual” e garantiu que os atendimentos devem ser retomados integralmente ainda nesta sexta-feira (22). A entidade também reforça que continua negociando com a UFG sobre as dívidas acumuladas com a SMS, sem resposta definitiva até o momento.
Enquanto isso, gestantes e famílias seguem em clima de insegurança, sem saber onde poderão ter seus filhos com a devida segurança.
Redação
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