sábado , 7 março 2026

Suspeito de feminicídios em Rio Verde diz que “ouvia vozes” para matar

O caso que tem assustado a cidade de Rio Verde, no sudoeste goiano, ganhou novos desdobramentos nesta semana. O suspeito Rildo Soares dos Santos, de 33 anos, confessou em depoimento à Polícia Civil a autoria de três feminicídios na região e declarou que “ouvia vozes” que o mandavam sair de casa para matar.

Segundo as investigações, o acusado relatou que após cometer os crimes não se lembrava de detalhes das ações. Para o delegado responsável pelo caso, Adelson Candeo, o comportamento de Rildo demonstra frieza e extrema crueldade, sem qualquer indício de arrependimento. “Ele mantinha uma vida aparentemente normal com amigos e familiares, mas nas execuções mostrou ódio extremo e desumanização das vítimas”, afirmou.

As vítimas foram assassinadas de maneira violenta e desfiguradas, o que, de acordo com a polícia, reforça o caráter de crueldade. No caso de Monara Pires Gouveia, Rildo teria planejado o crime após um desentendimento envolvendo um suposto furto de R$ 600. Já em relação a Alexânia Hermógenes Carneiro, conhecida como Lessi, o acusado contou que se revoltou ao descobrir que a mulher havia comprado drogas em seu nome.

A localização do celular do suspeito também foi utilizada pelos investigadores para confirmar a presença dele nos locais dos crimes, fortalecendo as provas contra o réu confesso.

Apesar da alegação de ouvir vozes que o induziam a matar, a Polícia Civil não acredita que o caso esteja relacionado a um transtorno mental. Para o delegado Adelson Candeo, trata-se de um comportamento marcado pela maldade deliberada. “Não é doença, é escolha consciente. A brutalidade dos atos mostra um perfil de ódio e não de insanidade”, destacou.

A repercussão dos crimes abalou a comunidade rio-verdense, que acompanha com apreensão os desdobramentos das investigações. Moradores cobram justiça e reforço na segurança pública, temendo que novas vítimas possam surgir caso o suspeito não seja responsabilizado.

O caso agora segue para a Justiça, que deverá decidir se Rildo responderá por homicídios qualificados, feminicídio e ocultação de cadáver, além de avaliar se haverá necessidade de perícia psiquiátrica para determinar sua responsabilidade penal.

Redação

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