O homem preso nesta semana por matar a companheira em Rosalândia, distrito de Bela Vista de Goiás, já tinha histórico de violência contra mulheres. Segundo novas informações reveladas com exclusividade, Jonas Alves de Souza, acusado de assassinar Nádia Gonçalves de Aguiar, de 47 anos, agrediu brutalmente uma ex-companheira em 2021 usando um cabo de enxada.
O caso de Nádia chocou a comunidade local. Ela foi espancada entre a madrugada de sábado (11) e domingo (12) e chegou a ser socorrida com vida ao Hospital de Urgências de Goiás (Hugo), em Goiânia, mas não resistiu aos ferimentos. Jonas foi preso preventivamente após ter sido liberado inicialmente por não estar em flagrante.
A ex-companheira de Jonas contou à polícia e à imprensa que sofreu agressões graves em 2021. “Ele tentou me enforcar, me bateu com um pau, um cabo de enxada. Atingiu minha testa, quebrou meu braço. Meu filho também apanhou, ficou com o rosto todo machucado”, relatou a mulher.
Apesar da gravidade do episódio, não houve condenação anterior, o que gerou questionamentos sobre a efetividade da proteção a mulheres vítimas de violência doméstica.
Durante depoimento, Jonas afirmou que discutiu com Nádia após ela supostamente ter danificado seu óculos. Ele alegou ter sido agredido primeiro e disse que “reagiu”, minimizando a brutalidade dos atos. No entanto, a versão do suspeito contrasta com os ferimentos e laudos médicos apresentados.
O enterro de Nádia aconteceu na quarta-feira (15), no Cemitério Santana, em Goiânia, e reuniu familiares, amigos e moradores da região. Houve manifestações pedindo justiça e mais ações de combate à violência contra a mulher.
A revelação do caso anterior reacendeu o debate sobre a reincidência de agressores e a impunidade. Especialistas em direitos humanos apontam falhas no sistema de proteção às vítimas e cobram medidas mais eficazes, como o monitoramento de acusados reincidentes e maior agilidade na concessão de medidas protetivas.
Redação
integracaonews.com.br Portal de Notícias