O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (3/9) o julgamento que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu núcleo de aliados acusados de articular uma tentativa de golpe de Estado. A sessão deve ser marcada pelas manifestações das defesas do general da reserva Augusto Heleno, ex-chefe do GSI, e do próprio Bolsonaro.
Além de Bolsonaro e Heleno, estão no banco dos réus:
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Ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos
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Ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF Anderson Torres
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Ex-ajudante de ordens Mauro Cid
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Ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira
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Ex-ministro da Casa Civil e da Defesa Walter Braga Netto
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Deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ)
Eles respondem por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
No caso de Ramagem, por estar em exercício no mandato de deputado federal, a Câmara barrou parte da ação penal. Ele será julgado apenas pelos atos cometidos antes de sua diplomação.
Na abertura do julgamento, nesta terça-feira (2/9), o ministro Alexandre de Moraes afirmou que “pacificação não se confunde com covardia” e destacou que o STF não cederá a pressões. Já o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, reforçou as acusações e pediu condenações que podem ultrapassar 40 anos de prisão para os réus.
A expectativa agora é acompanhar como as defesas vão rebater as acusações e quais serão os próximos posicionamentos dos ministros da Corte.
A sessão pode ser acompanhada ao vivo pela TV Justiça e também em transmissões de portais jornalísticos no YouTube.
Redação
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