O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita de familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso em Brasília após condenação por liderar a tentativa de golpe de Estado ocorrida após as eleições de 2022. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (2), após pedido da defesa para que o filho Carlos Bolsonaro pudesse visitá-lo na próxima terça-feira (6).
Além do pedido específico, Moraes autorizou a chamada “visitação permanente” para quase todos os familiares do ex-presidente. A medida permite encontros de até 30 minutos, entre 9h e 11h, com limite de duas pessoas por dia, de forma individual e sem visitas simultâneas.
A autorização contempla os filhos Carlos, Jair Renan, Laura e o senador Flávio Bolsonaro (PL), além da enteada Letícia. O deputado federal Eduardo Bolsonaro, que atualmente reside nos Estados Unidos, não foi incluído na decisão. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro já possuía autorização para visitas.
Bolsonaro está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Ele passou o período do Natal e do Réveillon internado em um hospital da capital federal, com autorização do próprio ministro Alexandre de Moraes.
Durante a internação, o ex-presidente foi submetido a quatro procedimentos cirúrgicos — um para correção de hérnia e outros três para tratar crises persistentes de soluço. Exames também apontaram um quadro severo de apneia do sono, levando à prescrição do uso de equipamento CPAP.
Após as cirurgias relacionadas aos soluços, a equipe médica concluiu se tratar de um caso raro, sem resolução cirúrgica definitiva, exigindo acompanhamento contínuo, incluindo fisioterapia. Bolsonaro também passou a fazer uso de medicação para tratamento de depressão, conforme prescrição médica.
A defesa do ex-presidente solicitou ao STF a conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar, sob alegação de necessidade de cuidados médicos. O pedido, no entanto, foi negado por Moraes na última quinta-feira (1º).
Jair Bolsonaro foi preso preventivamente no dia 22 de novembro, após tentar romper a tornozeleira eletrônica utilizando um ferro de solda. A decisão do ministro foi confirmada pela Primeira Turma do STF na semana seguinte.
Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira
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