sábado , 7 março 2026

STF inicia julgamento de Bolsonaro e aliados por golpe

O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início nesta terça-feira (2) ao julgamento do chamado núcleo central da trama golpista que, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), tentou impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a vitória nas eleições de 2022.

Ao todo, oito nomes ligados ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro respondem por crimes graves como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Quem são os réus

Entre os acusados estão o próprio Jair Bolsonaro, apontado pela PGR como líder do plano golpista, e seus ex-ministros:

  • Walter Braga Netto – ex-ministro da Casa Civil e da Defesa;

  • Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;

  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF;

  • Augusto Heleno – ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional;

  • Almir Garnier Santos – ex-comandante da Marinha;

  • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e hoje delator;

  • Alexandre Ramagem – ex-diretor da Abin e atual deputado federal.

O que pesa contra cada um

A PGR aponta que o grupo participou de reuniões estratégicas, elaboração de minutas de decretos golpistas e até do plano chamado “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o assassinato de Lula, Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes. Também pesam contra os réus indícios de espionagem ilegal, uso da máquina pública para atacar o sistema eleitoral e pressão sobre as Forças Armadas.

Como será o julgamento

O processo está sendo conduzido pela Primeira Turma do STF, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. As sessões estão previstas para acontecer nos dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro, podendo se estender.

A expectativa é que o julgamento defina o destino político e judicial dos principais nomes do bolsonarismo, num caso considerado histórico pela gravidade das acusações e pelo risco que teria representado à democracia brasileira.

Redação

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