O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (9/9) as sessões finais do julgamento que pode definir o futuro político do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros oito acusados de envolvimento na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
A sessão está marcada para as 9h, com a leitura do voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. Além dele, devem se pronunciar ainda hoje os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, compondo os primeiros votos da Primeira Turma da Corte.
Além de Bolsonaro, estão no banco dos réus nomes de peso do alto escalão político e militar:
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Anderson Torres (ex-ministro da Justiça);
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Mauro Cid (ex-ajudante de ordens);
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Walter Braga Netto e Augusto Heleno (generais da reserva);
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Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin);
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Almir Garnier e Paulo Sérgio Nogueira (ex-comandantes das Forças Armadas).
Todos respondem por organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e dano ao patrimônio público. As penas somadas podem ultrapassar 40 anos de prisão, conforme pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
O ex-presidente nega todas as acusações e tenta se desvincular tanto dos atos golpistas de 8 de janeiro quanto do suposto plano de assassinato de autoridades. Bolsonaro acompanha o julgamento em prisão domiciliar, justificada por questões de saúde.
Na abertura do julgamento, em 2 de setembro, Alexandre de Moraes afirmou que “pacificação não se confunde com covardia”, reforçando que o Supremo não se curva a pressões externas. A PGR, por sua vez, foi dura em seu posicionamento, pedindo a condenação dos réus para que o episódio não fique impune na história.
As sessões devem seguir até a próxima sexta-feira (12/9). A previsão é que, até lá, todos os ministros apresentem seus votos e o julgamento seja concluído ainda nesta semana.
O caso é acompanhado com atenção em todo o país, especialmente por marcar um momento histórico: é a primeira vez que um ex-presidente da República responde no STF por tentativa de golpe de Estado.
As sessões são transmitidas ao vivo pela TV Justiça e pelos canais oficiais do STF no YouTube.
O julgamento movimenta também o cenário político goiano, já que parlamentares e lideranças locais se dividem em relação ao futuro de Bolsonaro. A decisão do STF terá impacto direto nas articulações para as eleições de 2026, definindo se o ex-presidente continuará inelegível ou se haverá brecha para uma eventual candidatura.
Redação
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