sábado , 7 março 2026

STF abre inquérito contra Bolsonaro, filhos e aliados da CPI da Covid

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, três de seus filhos – Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro – e mais 20 aliados políticos, com base nas conclusões da CPI da Covid, realizada em 2021.

Segundo o despacho, há indícios de que os investigados tenham incentivado a população a descumprir medidas de combate à pandemia, além de possíveis práticas de crimes como desvio de recursos públicos, fraudes em licitações, superfaturamento e contratos fictícios.

Entre os alvos estão as deputadas Carla Zambelli (PL-SP) e Bia Kicis (PL-DF), os ex-ministros Onyx Lorenzoni, Ernesto Araújo e Ricardo Barros, além de outros nomes que atuaram de forma próxima ao governo Bolsonaro durante a crise sanitária.

A investigação ficará a cargo da Polícia Federal, com prazo inicial de 60 dias para coleta de provas e depoimentos. O inquérito poderá ser prorrogado, caso surjam novos elementos.

A decisão representa um novo desdobramento das consequências políticas e judiciais da CPI da Covid, que, embora não tenha poder de julgamento, reuniu documentos e indícios encaminhados à Procuradoria-Geral da República e agora servem de base para atuação do STF.

A abertura do inquérito tem forte repercussão política. Além de mirar diretamente o ex-presidente e sua família, atinge também a base bolsonarista no Congresso, podendo gerar reflexos nas articulações para as eleições municipais e na disputa pela narrativa sobre a condução da pandemia no Brasil.

Para os críticos, a decisão reforça a necessidade de responsabilização por erros cometidos na gestão da pandemia. Já apoiadores de Bolsonaro falam em perseguição política e questionam a imparcialidade do processo.

Mais de 600 mil brasileiros perderam a vida na pandemia. Agora, o país acompanha se haverá responsabilização daqueles que, segundo a CPI, desinformaram, sabotaram medidas sanitárias e comprometeram recursos públicos em um dos momentos mais graves da nossa história recente.

Redação

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