sábado , 7 março 2026

Sargento da PM é condenado a mais de 10 anos por tráfico de drogas e posse de munições em Aparecida

A juíza da 1ª Vara Criminal de Aparecida de Goiânia, Sylvia Amado Monteiro, condenou o primeiro sargento da Polícia Militar Tiago Borges Dwornik a 10 anos, 4 meses e 27 dias de prisão pelos crimes de tráfico de drogas e posse irregular de munições de uso restrito e permitido. A decisão foi proferida na terça-feira (3).

O policial passou a ser investigado após o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em sua residência, em Aparecida de Goiânia, no âmbito de outro inquérito. Ele e outro militar são investigados pela execução de um casal em 2019.

Apesar da fixação do regime fechado, o sargento permanecerá em liberdade até o trânsito em julgado da sentença, uma vez que ainda cabe recurso. No ano passado, ele chegou a ficar três meses preso após a Polícia Civil apreender drogas, balança de precisão, notas falsas, simulacro de arma de fogo e munições diversas em sua casa, mas posteriormente foi colocado em liberdade.

Durante o processo, a defesa tentou anular o mandado de busca, argumentando que a autorização judicial se referia exclusivamente à investigação do homicídio. A magistrada, no entanto, entendeu que o “encontro fortuito” de provas relacionadas a outros crimes não configura irregularidade.

A juíza também rejeitou a alegação de que os entorpecentes seriam para uso pessoal. Segundo ela, a variedade das drogas — maconha, cocaína e ecstasy —, a forma de acondicionamento e a apreensão de balanças de precisão afastam a tese de vício. Quanto às balanças, o réu alegou que guardava os equipamentos por ter função relevante na área de inteligência da corporação, argumento igualmente descartado.

Em relação às munições, Tiago afirmou que seriam sobras de treinamentos em estandes de tiro. A magistrada destacou que munições fornecidas pela corporação pertencem à instituição, o que poderia caracterizar desvio de material da Polícia Militar do Estado de Goiás.

Sobre a investigação das mortes de Yuri Heymbeeck Coelho de Paula e Silva, conhecido como Japinha, de 20 anos, e Laryssa Eduardo dos Santos Moreira, de 17, o processo tramita sob segredo de Justiça. Além de Tiago, também é investigado o terceiro sargento Paulo Henrique Aires Campos. Os corpos das vítimas foram encontrados carbonizados dentro de um carro em uma estrada vicinal na saída para Abadia de Goiás.

O Integração News não conseguiu contato com a defesa do policial. O espaço permanece aberto para manifestação.

Pena aplicada:
Tiago foi condenado a 9 anos, 4 meses e 12 dias de reclusão, além de 1 ano e 15 dias de detenção, totalizando 10 anos, 4 meses e 27 dias de restrição de liberdade.

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

Check Also

Pressão cresce e Adriana Accorsi pode trocar reeleição tranquila por disputa ao Governo de Goiás

A deputada federal Adriana Accorsi pode deixar de lado um cenário considerado confortável de reeleição …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *