Sinalizações de dirigentes da cúpula do PSD indicam que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, é hoje visto como o nome mais forte do partido para a disputa presidencial. Nos bastidores, Caiado aparece à frente de outros quadros da legenda, como os governadores Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), que passaram a ser tratados como alternativas secundárias no cenário nacional.
A ambição de disputar o cargo atualmente ocupado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nunca foi escondida por Caiado. Em novembro de 2023, durante um evento da Confederação Israelita do Brasil, em São Paulo, ele já sinalizava a aliados a possibilidade de deixar o União Brasil, partido que, à época, discutia uma federação com o Progressistas. A avaliação do governador era clara: aquele arranjo político não abriria espaço para um projeto presidencial próprio.
A decisão de trocar de legenda e se filiar ao PSD surgiu justamente desse impasse. Caiado não aceitava adiar ou renunciar à construção de sua candidatura neste momento. Dentro do partido, um dos sinais de que o caminho vem sendo pavimentado foi a postura adotada por Ratinho Júnior. Antes apontado como um dos principais interessados na vaga, o governador do Paraná não criou resistência à chegada de Caiado e passou a adotar um discurso mais cauteloso sobre seus planos nacionais.
Entre dirigentes do PSD, a leitura é de que o partido vive uma de suas melhores fases. A sigla comanda atualmente seis governos estaduais e trabalha para ocupar o espaço deixado pelo PSDB, apostando na consolidação como a principal força da centro-direita brasileira. Para o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, lançar um candidato próprio ao Palácio do Planalto é uma estratégia considerada fundamental, mesmo sem garantia de vitória.
A candidatura presidencial, segundo essa avaliação interna, funcionaria como uma vitrine política, fortalecendo as chapas proporcionais e impulsionando a eleição de deputados federais e senadores nas próximas eleições.
Dentro desse desenho, nomes como Eduardo Leite e Ratinho Júnior passam a ser mencionados como opções naturais para disputas ao Senado, aproveitando o capital político que ainda mantêm em seus respectivos estados.
Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira
integracaonews.com.br Portal de Notícias