Nos últimos anos, o Brasil registrou diversos casos graves de intoxicação por metanol, substância altamente tóxica que pode estar presente em bebidas alcoólicas adulteradas. O alerta vem de especialistas da área de saúde, que reforçam: a contaminação pode causar cegueira irreversível e até morte em poucas horas.
O metanol pode surgir naturalmente em pequenas quantidades durante a fermentação de frutas, especialmente no vinho. No entanto, o risco maior está nos destilados produzidos de forma clandestina, quando a destilação não elimina a fração inicial (“cabeça”), onde a substância está concentrada.
Há também casos de fraude criminosa, em que produtores ilegais misturam metanol industrial às bebidas para aumentar o teor alcoólico.
“O problema mais grave é a adulteração intencional. O metanol é barato e pode enganar o consumidor, mas os efeitos no organismo são devastadores”, explica o toxicologista Dr. João Mendes.
Os primeiros sinais de intoxicação incluem:
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dor de cabeça forte;
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náuseas e vômitos;
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dor abdominal;
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confusão mental;
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visão turva, que pode evoluir rapidamente para cegueira permanente.
Sem tratamento rápido, o envenenamento pode ser fatal.
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Cerveja: praticamente não oferece risco, já que o processo de produção não gera metanol significativo.
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Vinho: pode conter pequenas quantidades, mas dentro dos limites seguros quando produzido de forma legal.
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Cachaça, aguardente e uísque artesanais: apresentam maior risco, principalmente quando fabricados sem fiscalização.
Para evitar riscos, especialistas recomendam:
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Verificar se o rótulo está em português e possui número de registro no MAPA (Ministério da Agricultura).
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Conferir se a embalagem está lacrada e íntegra.
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Desconfiar de preços muito abaixo do mercado.
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Comprar somente em estabelecimentos confiáveis.
A mensagem é clara: beba com responsabilidade e desconfie de ofertas suspeitas. Uma economia no bolso pode custar a saúde ou até a vida.
Redação
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