A Polícia Civil de Goiás concluiu o inquérito que investiga a morte de Elisângela da Silva Souza, de 26 anos, e indiciou Rildo Soares dos Santos, de 33 anos, pelos crimes de feminicídio, estupro, ocultação de cadáver e furto qualificado. O caso, ocorrido em setembro, causou grande comoção pela brutalidade e pelas circunstâncias do crime.
Elisângela desapareceu no dia 11 de setembro, após sair de casa por volta das 4h da manhã para trabalhar. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Rildo a abordou e a obrigou a acompanhá-lo até um terreno baldio no bairro Popular.
Dias depois, o corpo da jovem foi encontrado semi-enterrado e parcialmente despido, no mesmo local das imagens.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Rildo inicialmente pretendia apenas roubar a vítima, mas, após ser ferido por ela com uma faca, a estuprou, matou e tentou desfigurar o corpo para dificultar a identificação.
Durante as investigações, a polícia descobriu que Rildo já é investigado em 17 inquéritos — sendo 11 em Goiás e outros na Bahia — por crimes como feminicídios, estupros, desaparecimentos e tentativas de homicídio.
Na casa dele, foram encontrados objetos pessoais de várias mulheres, que podem estar relacionados a outras vítimas.
Segundo o delegado, o suspeito apresenta um padrão de comportamento criminoso, conhecido como modus operandi, e costumava guardar lembranças das vítimas e até retornar aos locais do crime — traços geralmente observados em criminosos em série.
Durante o interrogatório, Rildo confessou parte dos crimes, mas negou o estupro — informação que foi refutada por laudos periciais, que confirmaram a violência sexual.
Caso seja condenado pelos crimes relacionados à morte de Elisângela, a pena pode ultrapassar 60 anos de prisão.
Com o inquérito concluído, o caso agora segue para o Ministério Público de Goiás (MPGO), que deve decidir se apresentará denúncia formal contra o acusado.
A tragédia reacende o debate sobre violência de gênero e reincidência criminal, e reforça a urgência de políticas públicas voltadas à proteção de mulheres e ao monitoramento de agressores reincidentes.
Redação
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