A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) confirmou nesta semana quatro casos de febre amarela em primatas, o que acende um sinal de alerta em todo o estado. As ocorrências foram registradas em Abadia de Goiás (dois casos), Goiânia (bairro Residencial Fortville) e Guapó. Outro caso ainda está em investigação no Zoológico de Goiânia, enquanto uma suspeita em Aragoiânia foi descartada.
Segundo a SES-GO, os macacos são considerados “sentinelas da doença”, ou seja, quando adoecem ou morrem por febre amarela, indicam a circulação do vírus em determinada região, podendo representar risco de transmissão aos seres humanos.
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Em 2024, foram analisadas 58 amostras de macacos mortos no estado e todas tiveram resultado negativo.
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Já em 2025, só nos primeiros meses do ano, 37 mortes de primatas foram notificadas e 33 amostras coletadas para exames, das quais quatro já confirmaram a doença.
A SES-GO reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção contra a febre amarela. A imunização é indicada a partir dos 9 meses de idade e deve ser atualizada em pessoas que ainda não possuem o esquema vacinal completo.
A população também é orientada a notificar imediatamente qualquer caso de macaco doente ou morto. As denúncias podem ser feitas nas secretarias municipais de saúde, pelo aplicativo SissGeo e, em Goiânia, até mesmo por WhatsApp — com envio de fotos para auxiliar na identificação.
A febre amarela pode causar quadros graves e até a morte em humanos. O vírus é transmitido pela picada de mosquitos infectados, como o Haemagogus e o Aedes aegypti, mesmo transmissor da dengue, zika e chikungunya.
O registro desses casos é um alerta claro: o vírus da febre amarela está circulando em Goiás. A responsabilidade é coletiva. Quem não está vacinado coloca a si mesmo e aos outros em risco.
Procure a unidade de saúde mais próxima, regularize sua vacinação e compartilhe essa informação. A prevenção é o melhor caminho para evitar uma tragédia anunciada.
Redação
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