O presidente do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab, sinalizou a aliados que deve anunciar, na próxima semana, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, como pré-candidato da legenda à Presidência da República.
A informação foi confirmada por integrantes da cúpula do partido, que apontam Ratinho como favorito na disputa interna. Apesar disso, dirigentes ainda evitam tratar a escolha como definitiva, diante da possibilidade de mudanças nas articulações finais.
A estratégia do PSD é antecipar o anúncio para permitir que o pré-candidato ganhe tempo de exposição nacional e estruturação de campanha. A movimentação ocorre após o crescimento acelerado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se consolidou mais rapidamente do que o esperado como nome competitivo no cenário eleitoral.
Nos bastidores, lideranças do partido avaliam que a transferência de capital político do ex-presidente Jair Bolsonaro para o filho foi mais rápida do que o previsto. Com isso, a sigla decidiu rever o cronograma inicial, que previa a definição do candidato apenas em abril, após o encerramento da janela partidária.
De acordo com dirigentes, Ratinho Jr. reúne vantagens estratégicas: maior tempo de filiação ao PSD, desempenho superior nas pesquisas e boa aceitação entre eleitores de menor renda, influenciada também pela popularidade de seu pai, o apresentador Ratinho. Além disso, é visto como um nome de baixa rejeição dentro do eleitorado.
A expectativa de anúncio foi reforçada por Jorge Bornhausen, presidente estadual do PSD em Santa Catarina, que afirmou que a definição deve ocorrer no dia 25 de março. Segundo ele, a escolha já estaria encaminhada internamente.
Ratinho disputa a indicação com outros dois governadores: Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ronaldo Caiado (Goiás). Ambos, segundo aliados, procuraram Kassab em busca de esclarecimentos e foram informados de que a decisão final ainda será oficializada até o fim do mês.
Nos bastidores, Kassab tenta articular uma saída estratégica para manter a unidade do partido. A ideia é que os pré-candidatos que não forem escolhidos disputem outras posições relevantes, como o Senado ou a vice-presidência, em uma eventual chapa pura do PSD.
Paralelamente, o PL intensifica a pressão para atrair Ratinho Jr. para uma aliança com Flávio Bolsonaro, inclusive com a possibilidade de compor como vice. No entanto, dentro do PSD, há resistência à ideia, já que uma aliança direta com direita ou esquerda poderia fragmentar o partido nos estados.
Outro fator de tensão envolve o cenário no Paraná. Caso Ratinho confirme a candidatura presidencial, o PL estuda lançar o senador Sergio Moro ao governo estadual, o que pode redesenhar o equilíbrio político local.
Apesar de liderar internamente, Ratinho ainda aparece distante dos principais nomes nas pesquisas nacionais. Levantamento do Datafolha indica o governador com 7% das intenções de voto no primeiro turno, atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 38%, e de Flávio Bolsonaro, com 32%.
O cenário reforça a urgência do PSD em definir sua estratégia para 2026, diante de uma disputa que já começa a ganhar forma e intensidade no cenário político nacional.
Redação: Integração News
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