Ministério Público vê risco à investigação e defende manutenção da prisão preventiva do influenciador
A Promotoria de Justiça da Paraíba emitiu parecer contrário ao pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do influenciador digital Hytalo Santos, preso junto com o parceiro Israel Nata Vicente no último dia 15 de agosto em Carapicuíba (SP). Os dois são investigados por suposta exploração e exposição de menores em conteúdos publicados nas redes sociais.
Segundo o procurador de Justiça Álvaro Gadelha Campos, a prisão preventiva é necessária para garantir a lisura da investigação, evitando a destruição de provas e a possível intimidação de testemunhas. O parecer reforça ainda que medidas alternativas, como uso de tornozeleira eletrônica ou restrição de deslocamento, seriam ineficazes para proteger a ordem pública e o andamento do processo.
A defesa do influenciador havia argumentado que a prisão não teria fundamentação legal e pediu a substituição por medidas cautelares. No entanto, o Ministério Público destacou que a decisão que determinou a prisão já foi validada por instância superior, estando amparada pela legislação.
Além da esfera criminal, o Ministério Público do Trabalho (MPT) também atua no caso e solicitou o bloqueio de bens do influenciador até o limite de R$ 20 milhões. Entre os bens estão carros de luxo e empresas ligadas ao casal.
A investigação ganhou repercussão nacional após a divulgação de um vídeo do youtuber Felca, no dia 6 de agosto, que denunciou conteúdos envolvendo menores em situações consideradas impróprias. Desde então, o caso mobiliza autoridades e tem gerado ampla discussão sobre os limites da exposição de crianças e adolescentes nas redes sociais.
O pedido de habeas corpus de Hytalo Santos segue em análise no Tribunal de Justiça da Paraíba, mas, com o parecer do Ministério Público, a expectativa é de que a prisão preventiva seja mantida até a conclusão das investigações.
Redação
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