sábado , 7 março 2026

Profissionais da saúde paralisam atendimentos eletivos na rede municipal de Goiânia

Profissionais credenciados da rede municipal de saúde de Goiânia paralisaram os atendimentos eletivos nesta terça-feira (13/1) em protesto contra a precarização das condições de trabalho e os impactos no atendimento à população. Médicos, enfermeiros e farmacêuticos relatam dificuldades operacionais nas unidades, como atrasos salariais, falta de insumos, equipes incompletas e sobrecarga nos serviços, especialmente nas áreas de urgência.

A paralisação ocorre por tempo indeterminado e afeta exclusivamente os atendimentos eletivos. Os serviços de urgência e emergência seguem mantidos em todas as unidades da rede.

Entre as principais reivindicações estão a garantia de condições dignas de trabalho, a disponibilização de recursos humanos e materiais adequados e a regularidade nos pagamentos. As categorias também defendem a manutenção do Edital de Chamamento nº 06/2024 e a revogação do Edital nº 03/2025, que prevê redução de até 35% nos honorários médicos e jornadas de até 24 horas consecutivas.

O movimento foi aprovado em assembleia unificada realizada no último dia 9, com a participação de profissionais representados pelo Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde de Goiás (Sindsaúde/GO), Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego), Sindicato dos Farmacêuticos no Estado de Goiás (Sinfargo), Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Goiás (Sieg) e Sindicato de Enfermagem no Estado de Goiás (Sienf/GO).

Na manhã desta terça-feira, agentes de saúde realizaram uma manifestação em frente ao CIAMS Jardim América. No local, as categorias reforçaram que a paralisação foi motivada pela falta de respostas da Prefeitura de Goiânia a problemas considerados recorrentes na rede municipal. Outra demanda destacada é o reforço da segurança nas unidades de saúde, diante de relatos de agressões a trabalhadores durante o exercício da função.

A mobilização integra uma série de protestos previstos pelas entidades, que cobram a abertura de diálogo com a gestão municipal. Segundo os sindicatos, os atendimentos eletivos permanecerão suspensos até que haja avanço nas negociações.

Em nota enviada ao Integração News, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) informou que, por se tratar de um serviço essencial, os atendimentos de urgência e emergência devem ser integralmente mantidos em todas as unidades da rede.

A pasta afirmou ainda que o novo modelo de credenciamento ajusta os valores dos plantões médicos à realidade de mercado, com base em estudo de impacto orçamentário e financeiro realizado na região metropolitana. A SMS esclareceu que, tanto no edital antigo quanto no atual, os pagamentos dos profissionais credenciados estão previstos para o 20º dia útil do mês subsequente e que não há repasses em atraso.

Para dar maior previsibilidade aos profissionais, a secretaria informou que a data de pagamento será alterada para o dia 25 de cada mês. A SMS destacou ainda que a reestruturação da rede municipal de saúde é um processo em andamento e que atua em diversas frentes para melhorar as condições de trabalho.

Segundo a pasta, em 2024 mais de 40 unidades de saúde receberam serviços emergenciais de manutenção predial, além da entrega de mais de 3 mil novos móveis. Já em 2025, a secretaria afirma ter adquirido e distribuído mais de 200 tipos de medicamentos e insumos que estavam em falta, além de promover a troca da empresa responsável pelos serviços de higienização e fornecimento de materiais de limpeza nas unidades.

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

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