Nome de peso nos bastidores da música sertaneja em Goiás, o produtor Ivan Miyazato foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (28) durante a Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal em parceria com o Ministério Público e Receita Federal. O caso envolve um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro bilionário ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
Megaoperação em Goiás
De acordo com a investigação, o grupo criminoso teria movimentado mais de R$ 8 bilhões em fraudes no setor de combustíveis. Só em Goiás, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, especialmente em empresas de Senador Canedo, polo de distribuição de combustíveis no Estado.
A ação contou com a participação de mais de 1.400 agentes públicos, entre Polícia Federal, Receita Federal, Ministério Público de Goiás (MPGO), GAECO e Polícia Militar.
Nome conhecido na música
Ivan Miyazato é reconhecido nacionalmente como produtor musical de artistas sertanejos renomados. Em suas redes sociais, ele aparece ao lado de estrelas em shows, estúdios e bastidores. Agora, seu nome surge ligado a um dos maiores esquemas de fraude e lavagem de dinheiro já identificados no país.
Até o momento, a defesa de Ivan não se manifestou. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
O esquema bilionário
A investigação aponta que o PCC utilizava postos e distribuidoras de combustíveis para lavar dinheiro do tráfico e realizar fraudes fiscais, afetando diretamente o consumidor. Entre as práticas, estão adulteração de combustíveis, sonegação e até ameaças contra empresários que se recusavam a participar do esquema.
Contexto nacional
A Operação Carbono Oculto faz parte de um conjunto de ofensivas contra a atuação do crime organizado no setor de combustíveis. Outras ações recentes — como a Operação Quasar em São Paulo e a Operação Tank no Paraná — também miraram estruturas de lavagem que, somadas, chegam a movimentar mais de R$ 23 bilhões.
Redação
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