sábado , 7 março 2026

PRF apreende mais de mil garrafas de vinho argentino escondidas em carreta na BR-153, em Hidrolândia

Um caminhoneiro foi preso após a Polícia Rodoviária Federal (PRF) encontrar mais de mil garrafas de vinho argentino escondidas em meio a sacas de fertilizantes em uma carreta que trafegava pela BR-153, em Hidrolândia. A abordagem aconteceu na noite do dia 18, mas só foi divulgada nesta quarta-feira (25). A apreensão já é considerada a maior do ano em Goiás e, somada a outras operações, ultrapassa todo o volume recolhido em 2024.

Segundo a PRF, os agentes desconfiaram do volume da carga e decidiram abordar o motorista no km 525 da rodovia. Ele afirmou estar transportando fertilizantes do Paraná para Palmeiras de Goiás e apresentou documentos verdadeiros da carga. Mesmo assim, os policiais iniciaram uma vistoria — momento em que o condutor acabou confessando que também levava vinhos de origem clandestina.

Ao retirar a lona da carreta, os policiais se depararam com garrafas de vinhos argentinos escondidas entre os sacos de fertilizante. Muitos dos rótulos vinham da região de Mendoza, principal polo vitivinícola da Argentina. Outras garrafas ainda foram encontradas dentro da cabine. No total, foram contabilizadas 1.032 unidades.

Alguns rótulos variavam entre R$ 200 e R$ 300, enquanto o mais caro podia chegar a R$ 1,2 mil no mercado brasileiro.

Com a apreensão do dia 18, Goiás já soma 2.858 garrafas de vinho recolhidas em 2025 — número que supera as 2.250 unidades confiscadas ao longo de todo o ano passado, segundo a Receita Federal.

Sem nota fiscal e diante da confissão do motorista, o caso foi registrado como crime de descaminho, caracterizado pela entrada de mercadorias no país sem o pagamento dos tributos obrigatórios.

A carreta foi apreendida e toda a carga encaminhada à Receita Federal em Goiânia, que fará a análise e decidirá o destino dos produtos. Os vinhos serão submetidos a testes laboratoriais para confirmar a autenticidade. Se forem considerados originais, poderão ser leiloados; caso contrário, podem virar álcool gel ou até ser destruídos.

O motorista não informou quem seria o responsável pelo envio da carga clandestina.

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

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