A Prefeitura de Goiânia anunciou o repasse de R$ 232 milhões à Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) para garantir a manutenção da tarifa de ônibus em R$ 4,30. O anúncio foi feito pelo prefeito Sandro Mabel (União Brasil), que destacou que o valor evita que o custo por passageiro chegue a R$ 12,51, caso não houvesse subsídio público.
Do total, R$ 69 milhões correspondem a parcelas atrasadas herdadas da gestão anterior. O município é responsável por 41,2% do subsídio do transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia (RMG) — a mesma fatia bancada pelo Governo de Goiás. Os demais municípios da região completam a divisão.
Atualmente, cerca de 1.200 ônibus circulam na Grande Goiânia. Segundo a Prefeitura, a meta é colocar mais 300 veículos em operação até o final do próximo ano, para ampliar a oferta de transporte público.
O prefeito também destacou a implementação da chamada “metronização”, um sistema que utiliza inteligência artificial para controlar os semáforos em tempo real, com o objetivo de dar prioridade à circulação dos ônibus e melhorar a fluidez no trânsito.
Apesar do esforço financeiro, especialistas apontam que o modelo de subsídio pode se tornar insustentável a longo prazo. Com mais veículos entrando em circulação, os custos de manutenção, combustível e pessoal tendem a aumentar. A grande dúvida é: até quando será possível manter a tarifa congelada sem onerar ainda mais os cofres públicos?
O que acha dessa medida? A Prefeitura está no caminho certo ao investir pesado para segurar o preço da passagem ou deveria priorizar soluções estruturais para o transporte coletivo?
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Redação
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