sábado , 7 março 2026

Prefeitura de Goiânia compra rojões para espantar urubus no aterro sanitário

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Companhia de Urbanização (Comurg), contratou uma empresa para fornecer rojões e foguetes usados no espantamento de urubus que sobrevoam o aterro sanitário da capital. O valor total do contrato é de R$ 151.675,20 e foi divulgado no Diário Oficial do Município na última segunda-feira (20).

Segundo o edital, os artefatos pirotécnicos têm efeito sonoro e serão usados exclusivamente na área operacional do aterro, como forma de controle de vetores e pragas. O modelo escolhido é o chamado “12 por 1 tiro”, com 12 explosões seguidas de um disparo mais forte no final. Cada explosivo contém até 6 gramas de pólvora, embalados em caixas com seis unidades. Ao todo, o contrato prevê a entrega de 11.520 itens, divididos em quatro lotes.

Apesar da justificativa técnica, o uso de fogos de artifício com estampido é proibido por lei estadual desde 2022 em ambientes públicos e privados. A legislação visa proteger tanto o meio ambiente quanto a saúde humana e animal.

A medida também levanta preocupações quanto à segurança, já que o aterro produz gás metano, substância altamente inflamável. Além disso, especialistas alertam para o impacto na fauna local, já que urubus desempenham papel essencial na decomposição de resíduos orgânicos.

O delegado Luziano de Carvalho, da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente (DEMA), explicou que o uso de fogos pode ser autorizado em situações específicas, como em aeroportos, onde aves representam risco às aeronaves. No entanto, ainda não se sabe se a Comurg possui autorização ambiental para o uso dos artefatos no aterro de Goiânia.

Em nota, a Comurg afirmou que o uso dos rojões é técnico e restrito à área operacional do aterro, realizado por equipe treinada e com protocolos de segurança. A companhia também destacou que essa prática é comum em aterros de todo o Brasil, seguindo normas ambientais e sanitárias.

A empresa garantiu que todo o processo de compra seguiu a legislação de licitações públicas e que todas as etapas estão sendo divulgadas nos canais oficiais da prefeitura.

Fonte: MaisGoiás

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