A Polícia Civil de Goiás (PCGO) revelou nesta semana um dos casos mais graves de exploração sexual infantil já investigados no estado. A operação, deflagrada em Goianira, identificou que um imóvel utilizado como ponto de abusos e aliciamento de menores pertencia a um policial penal em atividade.
De acordo com as apurações, a rede criminosa estaria em funcionamento há pelo menos 10 anos, atraindo meninas em situação de vulnerabilidade, com idades entre 11 e 15 anos. As vítimas eram levadas para a residência onde os crimes ocorriam, em troca de dinheiro e presentes. Há indícios de que transferências via PIX foram realizadas diretamente para contas das adolescentes e até de familiares.
Durante a operação, os agentes cumpriram oito mandados de prisão e cinco de busca e apreensão. Entre os presos, além do policial penal, está também um agente da Polícia Civil que atuava na Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH) de Goiânia.
Em outra casa, no Setor Balneário Meia Ponte, em Goiânia, a polícia encontrou equipamentos utilizados para filmar os abusos. O material apreendido será periciado.
Até o momento, sete vítimas foram identificadas. Uma das envolvidas, uma adolescente de 16 anos, teria sido explorada no passado e, posteriormente, passou a agir como aliciadora de outras menores, segundo a investigação.
A PCGO destacou que os suspeitos responderão por estupro de vulnerável e exploração sexual infantil.
Os nomes dos presos ainda não foram divulgados oficialmente para não comprometer o andamento das investigações. A Polícia Civil reforçou que segue trabalhando para identificar todos os envolvidos na rede, que pode ter atuação ainda maior do que o inicialmente constatado.
Redação
integracaonews.com.br Portal de Notícias