Cinco policiais militares que atuavam como seguranças do influenciador digital Hytalo Santos foram presos na manhã desta segunda-feira (18), na Paraíba, durante a Operação Arcus Pontis, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado). A ação faz parte das investigações sobre a chamada “chacina da Ponte do Arco”, ocorrida em fevereiro deste ano, no município de Conde, litoral sul do estado.
Segundo o Ministério Público da Paraíba (MPPB), os policiais são suspeitos de envolvimento direto no episódio em que cinco jovens, com idades entre 17 e 26 anos, foram mortos a tiros após serem interceptados por uma guarnição. Informações preliminares indicam que o caso estaria ligado a conflitos do tráfico de drogas na região.
No total, a Justiça expediu 12 mandados judiciais: seis de prisão temporária e seis de busca e apreensão. Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores e documentos que agora serão periciados para reforçar as investigações.
Relação com Hytalo Santos
Embora os policiais atuassem também como seguranças de Hytalo Santos, o MPPB informou que as prisões não têm ligação direta com a investigação que levou o influenciador para a prisão em São Paulo, acusado de exploração e exposição de menores de idade.
Ainda assim, o caso reforça a teia de polêmicas que cercam o nome do influenciador e seus vínculos. O Ministério Público também apura se os militares presos utilizavam seus cargos para atuar ilegalmente na segurança privada e em outras atividades ilícitas.
Desdobramentos
Os presos foram encaminhados para unidades prisionais da corporação e permanecem à disposição da Justiça. A investigação segue em sigilo para apurar a real participação dos policiais na chacina e possíveis conexões com grupos criminosos da região.
A chacina da Ponte do Arco, em 15 de fevereiro de 2025, é considerada um dos crimes mais violentos do ano no estado, e sua elucidação é tratada como prioridade pelo Gaeco e pela Corregedoria da Polícia Militar.
Redação
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