A Polícia Civil de Goiás (PCGO) desarticulou, nesta semana, uma fábrica clandestina em Trindade que produzia e comercializava de forma ilegal um suposto antídoto contra picadas de animais peçonhentos. O produto, conhecido como “Específico Pessoa”, era vendido com promessa de uso humano, mas não possui registro, autorização ou comprovação científica de eficácia.
Durante a operação, os policiais apreenderam mais de 2 mil frascos do medicamento irregular. Segundo as investigações, cada unidade era comercializada por cerca de R$ 50, o que representa um valor estimado de mais de R$ 100 mil em produtos apreendidos.
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, o “Específico Pessoa” é, na realidade, um medicamento veterinário, sem qualquer comprovação de ação contra venenos em seres humanos. A utilização indevida poderia colocar vidas em risco, já que retardaria a busca por tratamento adequado em hospitais, onde o soro antiofídico e outros medicamentos autorizados são aplicados de forma controlada.
O proprietário da fábrica responderá por crimes contra as relações de consumo e poderá ser enquadrado também em sanções administrativas, incluindo a suspensão definitiva das atividades.
As autoridades reforçam que, em casos de acidentes com animais peçonhentos como escorpiões e aranhas, o único tratamento seguro é o fornecido pela rede de saúde pública, com antídotos reconhecidos e distribuídos pelo Ministério da Saúde.
Redação
integracaonews.com.br Portal de Notícias