Um caso chocante de maus-tratos a animais foi descoberto pela Polícia Civil do Distrito Federal nesta quarta-feira (3). Dez cães foram encontrados mortos em um imóvel de Planaltina (DF), que funcionava como um suposto “lar temporário” para pets. O responsável, um rapaz de apenas 21 anos, foi preso em flagrante.
Segundo as investigações, o jovem cobrava R$ 600 por mês, além de doações de ração, para manter os animais sob seus cuidados. Na prática, os cães viviam confinados em baias, sem alimentação adequada, e morreram por inanição.
De acordo com o delegado Jonatas Silva, da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais, a cena encontrada foi de extrema crueldade. Um dos animais, na tentativa desesperada de escapar, acabou preso entre as grades. Além disso, vizinhos relataram que o rapaz utilizava produtos químicos para acelerar a decomposição dos corpos, numa tentativa de disfarçar o mau cheiro que exalava do local.
Durante a ação, dois cães ainda foram resgatados com vida, mas estavam em estado de desnutrição severa e foram encaminhados para cuidados veterinários.
Outro ponto que chamou atenção da polícia é que o acusado se esquivava sempre que tutores pediam fotos dos pets. A omissão levantou suspeitas até a denúncia chegar às autoridades.
O caso é investigado como crime de maus-tratos a cães, previsto na Lei Sansão (Lei nº 14.064/2020), que aumenta a pena para 2 a 5 anos de prisão, multa e proibição de guarda de animais. Como houve morte, a punição pode ser ainda mais severa.
A crueldade gerou revolta nas redes sociais e entre protetores de animais, que exigem justiça e mais fiscalização em abrigos clandestinos.
“É um alerta para todos os tutores: antes de confiar seus animais, verifiquem a idoneidade do local. Infelizmente, pessoas mal-intencionadas se aproveitam da boa-fé de quem ama os bichinhos”, destacou o delegado.
O rapaz permanece preso e deve responder criminalmente. O caso segue em investigação.
Redação
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