A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta segunda-feira (16) a Operação Forasteiros, que mira uma organização criminosa responsável por transportar drogas de outros estados para o território goiano. O grupo utilizava pessoas como “mulas”, escondendo entorpecentes em bagagens pessoais para driblar a fiscalização.
Ao todo, foram expedidos 61 mandados judiciais — sendo 45 de busca e apreensão e 16 de prisão preventiva — cumpridos em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e Paraná. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e contas bancárias ligadas aos investigados, totalizando cerca de R$ 3 milhões.
Durante as ações, os agentes localizaram na Bahia um laboratório em pleno funcionamento. No local, foram apreendidos materiais de preparo e embalagem, como prensas, liquidificadores, máquina seladora, pistolas e porções já prontas para distribuição.
A descoberta reforça a suspeita de que a organização não apenas transportava, mas também estruturava a produção e a logística da droga em diferentes estados, antes de direcioná-la para Goiás.
Até o momento, a operação resultou em duas prisões. Além disso, carros de luxo, imóveis e contas bancárias vinculados aos suspeitos foram bloqueados. O objetivo, segundo a Polícia Civil, é desmantelar não só a rede de distribuição, mas também o poder econômico do grupo.
Em Goiás, a droga era distribuída tanto em pontos de venda da capital quanto em cidades do interior, abastecendo uma rede que movimentava milhões de reais.
A Operação Forasteiros revela a dimensão do tráfico interestadual e como Goiás tem sido alvo de grandes organizações criminosas. O uso de pessoas comuns como “mulas” também acende um alerta sobre o recrutamento de indivíduos em situação de vulnerabilidade, aliciados para carregar drogas em troca de dinheiro fácil.
Redação
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