Recém-chegado ao curso de História da Universidade Estadual de Goiás (UEG), o youtuber Wilker Leão já enfrenta resistência da comunidade acadêmica. O estudante, que foi expulso da Universidade de Brasília (UnB) por filmar professores e colegas sem autorização e divulgar os vídeos nas redes sociais, aparece em vídeos reagindo às críticas recebidas nas primeiras aulas.
Nas gravações, é possível ouvir a voz de uma pessoa — possivelmente um professor — afirmando que a UEG “não foi criada para ser palco de especulação midiática” e dizendo: “Não vamos aceitar impostor vir pra cá, intimidar colega”. Enquanto isso, Wilker aparece rindo das declarações.
Em seguida, ele pede o microfone para se manifestar. “Eu não estou aqui para expor ninguém, eu não tô aqui para ridicularizar nada. Eu tô aqui para ser um contraponto e mostrar a realidade”, disse. O youtuber criticou faixas com mensagens contra o setor agropecuário, afirmando que não via “debate, mas militância”. “Sem o outro lado, o de um especialista, para contrapor e apresentar sua visão, o debate fica incompleto”, acrescentou.
Wilker Leão foi expulso da UnB em agosto de 2025, após processo disciplinar que avaliou sua conduta. Ele justificou nas redes sociais que ingressou no curso de História da UEG “para combater narrativas ideológicas e doutrinárias predominantes na esquerda”.
A transferência para o campus de Formosa da UEG foi motivada pela proximidade de Brasília: “Porque dá pra ir pra Formosa morando em Brasília. Qualquer outra eu teria que me mudar daqui”, explicou em resposta a um seguidor.
O histórico do estudante inclui suspensões em duas disciplinas na UnB — História da África e História do Brasil — por 60 dias, em dezembro do ano passado. A universidade apontou que Wilker atrapalhava as aulas ao gravar e divulgar o conteúdo sem autorização.
Além disso, em agosto, ele foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal por difamação e injúria contra um professor da disciplina de História da África. Segundo a decisão, Wilker expôs o docente nas redes sociais com comentários ofensivos, acusando-o de “doutrinação comunista” no curso.
Na UEG, a presença do youtuber já gera debates sobre os limites entre liberdade de expressão e respeito ao ambiente acadêmico, mostrando que a trajetória de Wilker continua cercada de polêmica.
Fonte: MaisGoiás
Imagem: MaisGoiás
Goiás da Gente: João Pedro Lira
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