O pequi, fruto símbolo do Cerrado e presença garantida na mesa goiana, ganhou destaque também no campo da saúde. Pesquisas recentes apontam que o alimento, carinhosamente chamado de “ouro do Cerrado”, possui propriedades que vão além do sabor marcante e tradicional da culinária regional.
Estudos em andamento indicam que o consumo do pequi pode auxiliar na proteção dos rins, prevenindo doenças renais e reduzindo inflamações. Além disso, há evidências de que seus compostos bioativos ajudam a proteger o coração, reduzir o colesterol ruim (LDL) e até mesmo contribuir para a proteção do fígado contra determinadas lesões.
O fruto também se destaca pela riqueza nutricional: é fonte de gorduras boas, carotenoides, vitamina E, fibras e minerais como potássio, magnésio e cálcio. Esses nutrientes atuam em diversos sistemas do organismo, ajudando na saúde cardiovascular, na visão, na regulação intestinal e até na sensação de saciedade.
Apesar de nutritivo, especialistas alertam que o pequi é um fruto calórico e deve ser consumido com moderação. O óleo de pequi, por exemplo, é benéfico, mas a recomendação é utilizar de uma a duas colheres de chá por dia, evitando frituras.
Para preservar melhor suas propriedades, o ideal é consumir o fruto in natura ou adicioná-lo ao prato no final do cozimento. Outra alternativa é congelar a polpa, garantindo acesso ao alimento mesmo fora da safra.
Um detalhe que exige atenção é o caroço espinhoso do pequi, que pode causar lesões se mordido. Além disso, em casos raros, algumas pessoas podem apresentar reações alérgicas ao fruto.
Mais do que um ingrediente típico da culinária goiana, o pequi mostra-se cada vez mais como um aliado da saúde. Embora os estudos ainda estejam em andamento e parte das evidências venha de testes experimentais, os resultados reforçam a importância de valorizar e preservar os frutos nativos do Cerrado, que guardam em si cultura, tradição e benefícios para o bem-estar.
Redação
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