Uma condição pouco conhecida, mas que pode impactar profundamente a vida de muitos homens, vem ganhando atenção de especialistas: o “pênis enterrado”. Embora muitas vezes confundido com o micropênis, trata-se de uma situação diferente. O órgão tem tamanho normal, mas fica “escondido” sob a pele ou gordura da região púbica, o que dificulta sua visualização e causa diversos problemas de saúde e autoestima.
O que é o pênis enterrado?
De acordo com urologistas, a condição pode ser congênita (desde o nascimento) ou adquirida ao longo da vida, geralmente associada à obesidade, cicatrizes de cirurgias (como circuncisões mal feitas), diabetes, linfedema (inchaço nos tecidos) e doenças como a balanite xerótica obliterante (BXO).
O problema vai muito além da estética: pode provocar dor durante o sexo, dificuldade para urinar, infecções urinárias frequentes, problemas de higiene íntima e até disfunção erétil. Além disso, o impacto psicológico é enorme, gerando constrangimento, baixa autoestima e até depressão.
Diferença em relação ao micropênis
Enquanto o micropênis é uma condição em que o órgão realmente apresenta tamanho reduzido, o pênis enterrado possui comprimento normal, mas permanece encoberto pela gordura ou pele. Isso faz com que muitos homens só percebam o problema quando começam a ter dificuldade na vida sexual ou urinária.
Diagnóstico e tratamentos
O diagnóstico é feito por urologistas, que avaliam tanto a parte física quanto os possíveis fatores de risco associados.
O tratamento pode envolver:
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Mudanças de estilo de vida: como perda de peso e controle de doenças como diabetes.
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Cirurgia: remoção do excesso de gordura no púbis (escuteonectomia), lipoaspiração, enxertos de pele e fixação do pênis à região púbica.
Segundo especialistas, a cirurgia costuma ter alto índice de sucesso, devolvendo a funcionalidade e a autoestima ao paciente.
Impacto e conscientização
Apesar de ser um problema sério, ainda é um tabu entre os homens, que muitas vezes deixam de procurar ajuda médica por vergonha. Especialistas alertam que o diagnóstico precoce pode evitar complicações e melhorar a qualidade de vida.
Serviço
Homens que apresentam sinais como dificuldade de urinar, dor durante a relação sexual, inflamações recorrentes ou dificuldade em visualizar o pênis devem procurar um urologista para avaliação.
Redação
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