A Polícia Civil de Goiás (PCGO), em parceria com a Polícia Civil do Ceará, deflagrou uma grande operação que resultou na prisão de oito pessoas e na apreensão de dezenas de cartões bancários, munições e dinheiro em espécie. A ação faz parte das investigações sobre um esquema de estelionato eletrônico e lavagem de dinheiro que vinha lesando vítimas em diversos estados brasileiros.
Segundo a corporação, os mandados foram cumpridos nas cidades de Fortaleza, Pacatuba e Maracanaú, no Ceará. Ao todo, foram 16 mandados de busca e apreensão e 12 de prisão preventiva expedidos pela Justiça. O grupo é acusado de montar uma estrutura sofisticada para aplicar golpes e ocultar o dinheiro obtido de forma ilícita.
Os criminosos se passavam por advogados e entravam em contato com as vítimas, alegando que elas haviam obtido decisões judiciais favoráveis em ações na Justiça. Para liberar os supostos valores, exigiam depósitos via PIX, alegando a necessidade de pagamento de taxas ou honorários.
Muitas vítimas só perceberam o golpe após procurarem seus advogados de verdade e descobrirem que não existia qualquer decisão judicial em seus nomes. As investigações identificaram vítimas nos estados de Goiás, Sergipe e Rio de Janeiro.
De acordo com a PCGO, a quadrilha era dividida em dois núcleos principais:
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Núcleo logístico – responsável pela compra de equipamentos e acesso a bancos de dados usados para a prática das fraudes.
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Núcleo financeiro – encarregado de movimentar os valores desviados por meio de contas bancárias de terceiros, conhecidos como “laranjas”.
O grupo também utilizava uma técnica conhecida como smurfing, que consiste em dividir grandes quantias em valores menores e distribuí-los por várias contas bancárias, com o objetivo de dificultar o rastreamento das transações.
Durante a operação, os agentes apreenderam:
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52 cartões bancários,
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26 munições de calibre restrito,
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dinheiro em espécie,
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e uma motocicleta que, segundo a polícia, teria origem em um roubo.
O material recolhido será periciado, e as investigações continuam para identificar outros integrantes e possíveis ramificações do esquema em outros estados.
Em nota, a Polícia Civil de Goiás destacou que a operação reforça o compromisso da instituição em combater o crime cibernético e as organizações criminosas especializadas em golpes financeiros.
“Trata-se de um grupo com estrutura complexa, que agia de forma articulada entre estados diferentes, utilizando tecnologias e contas de terceiros para ocultar o dinheiro ilícito”, afirmou a corporação.
Redação
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