As recentes intoxicações por metanol em São Paulo, que já deixaram ao menos duas pessoas mortas e outras seis confirmadamente intoxicadas, levantaram um novo alerta nas autoridades: a possível ligação do caso com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A suspeita foi levantada pela Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF), que investiga a origem das bebidas adulteradas. Segundo a entidade, o metanol, normalmente utilizado para adulterar combustíveis, pode ter sido desviado ou comercializado de forma ilegal para destilarias clandestinas responsáveis por abastecer bares e casas noturnas.
Apesar da gravidade das denúncias, o Ministério Público de São Paulo pede cautela. O promotor Yuri Fisberg destacou que ainda não é possível confirmar a participação direta da facção criminosa nos episódios de envenenamento. “Cada caso deve ser analisado com rigor, rastreando desde a garrafa consumida até a origem do produto. Só assim será possível responsabilizar os culpados”, afirmou.
As vítimas relataram ter consumido bebidas em estabelecimentos noturnos pouco antes de apresentarem os sintomas de intoxicação. O metanol é altamente tóxico e pode provocar cegueira, falência múltipla de órgãos e até a morte em poucos minutos após a ingestão.
As autoridades reforçam a importância de a população redobrar os cuidados na compra de bebidas alcoólicas, priorizando sempre marcas conhecidas e verificando se os rótulos apresentam sinais de adulteração. Enquanto isso, a investigação segue para descobrir se de fato o PCC, maior facção criminosa do país, está por trás de mais esse esquema clandestino que ameaça a saúde pública.
Redação
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