sábado , 7 março 2026

PCC arma atentado em Goiás com blindado e metralhadora para atingir promotor

O Primeiro Comando da Capital (PCC) planejou assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, de São Paulo, utilizando uma Hilux SW4 blindada com metralhadora calibre .50 adaptada em Goiás; o plano foi desarticulado após denúncia anônima, resultando na prisão de dois empresários envolvidos, conforme investigações do Ministério Público de São Paulo.

O esquema criminoso começou a ser desvendado quando uma denúncia anônima chegou ao Ministério Público paulista, descrevendo com precisão o atentado em curso. Investigadores descobriram que uma Hilux SW4 blindada, de cor branco pérola e equipada com placa fria, estava sendo preparada em Goiás para abrigar uma metralhadora de uso militar, calibre .50 — armamento com capacidade de atravessar blindagens e até derrubar aeronaves.

O plano incluía monitoramento detalhado da rotina do promotor Amauri Silveira Filho, responsável pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), como suas visitas à academia e seus trajetos diários. A execução seria financiada pela venda de um Porsche 911 Carrera avaliado em cerca de R$ 500 mil, e executores seriam contratados do Rio de Janeiro.

Dois empresários foram presos na operação: José Ricardo Ramos, dono da JR Ramos Transportes e com histórico criminal que inclui homicídio qualificado e roubo, atuava como executor operacional; e Maurício Silveira Zambaldi, proprietário da concessionária Dragão Motos, acusado de lavagem de dinheiro para a facção. O plano foi classificado pela Justiça como “macabro” e envolvia ainda possível alvo secundário: um comandante da Polícia Militar, ainda não identificado.

A revelação do atentado chocou pela ousadia do plano e pela simulação tecnológica para neutralizar qualquer resistência durante a execução. A envoltura empresarial dos criminosos e o uso de recursos como blindagem e armamento de guerra reforçam a sofisticação e o risco do crime planejado contra agentes públicos.

O Ministério Público segue com as investigações, buscando detalhar o financiamento, as conexões entre os suspeitos e possíveis mandantes, ligados à hierarquia da facção; o suposto líder “Mijão” vem sendo apontado como articulador. Polícias e órgãos de inteligência podem estreitar a segurança de promotores e autoridades jurídicas investigadoras, enquanto reflexões sobre ameaças a agentes do Estado ganham urgência.

O plano desmontado revela como o crime organizado evolui com recursos técnicos e audácia extrema para silenciar vozes legais. Na mira do PCC, o promotor Amauri e seus colegas não foram apenas alvos isolados — foram símbolos de enfrentamento à impunidade. A prisão dos envolvidos marca um ponto de atenção para medidas de proteção a autoridades e mostra que, mesmo em casos planejados com precisão militar, o alerta e a ação rápida do sistema de justiça podem ser decisivos.

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