Um transporte de urgência que deveria garantir a segurança de uma gestante e seu bebê prematuro se transformou em um momento de desespero na última sexta-feira (20), em Itaberaí. Durante a transferência da mãe, Amanda da Silva Dourado, 31 anos, para Goiânia, o parto precisou ser realizado de forma improvisada pela própria irmã da paciente, Ghabryela Dourado, de 27 anos, dentro de uma ambulância em movimento na GO-070.
Segundo relato exclusivo ao Integração News, Ghabryela não tinha qualquer treinamento médico nem equipamentos básicos, como luvas ou lençóis, e precisou amparar o bebê e auxiliar a irmã ao mesmo tempo. “Ele nasceu nas minhas mãos, eu mesma rompi a placenta”, contou.
A gestante, que tinha 31 semanas de gravidez e quadro de risco, foi encaminhada apenas com a irmã e o motorista, após o Hospital Municipal Regional de Itaberaí alegar indisponibilidade de equipe médica. Durante o trajeto, o trabalho de parto se intensificou e o bebê, João Pedro, apresentou dificuldades respiratórias logo após o nascimento.
O socorro técnico só foi alcançado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Inhumas, onde a equipe médica ficou surpresa ao encontrar a tia realizando o parto. João Pedro recebeu oxigênio e estabilização imediata antes de ser transferido para a UTI neonatal em Goiânia, onde segue em estado grave, mas estável. A mãe já recebeu alta e se recupera em casa.
O Integração News entrou em contato com o Hospital Municipal Regional de Itaberaí e a Secretaria de Saúde do município para esclarecer a ausência de equipe técnica na transferência, mas até o fechamento desta reportagem não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação das autoridades de saúde.
Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira
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