Um levantamento realizado pela empresa Loft mostrou a disparidade no mercado imobiliário de Goiânia. O estudo, baseado em cerca de 36 mil anúncios de imóveis ativos na capital e utilizando o simulador “Financiômetro”, revelou que as parcelas de financiamento podem variar de pouco mais de R$ 4 mil até impressionantes R$ 62,6 mil por mês, dependendo do bairro.
A simulação levou em conta um financiamento de 70% do valor do imóvel, com prazo de 420 meses (35 anos), entrada de 30% e taxas médias praticadas por bancos privados como Bradesco, Itaú e Santander.
No Residencial Aldeia do Vale, um dos endereços mais exclusivos de Goiânia, o valor médio de um imóvel chega a R$ 7,03 milhões. Nesse caso, a parcela inicial do financiamento ficaria em R$ 62,6 mil, exigindo renda mínima de R$ 224,9 mil mensais para aprovação do crédito.
Já em regiões de padrão elevado como Alphaville Flamboyant e Jardim Verona, a renda mínima também ultrapassa os R$ 100 mil.
Nos setores Bueno, Marista e Oeste, conhecidos pela forte valorização, as parcelas iniciais variam entre R$ 13 mil e R$ 16,4 mil, com exigência de renda de R$ 37 mil a R$ 59 mil.
No outro extremo, bairros como a Vila Rosa apresentam valores médios de imóveis em torno de R$ 541,9 mil, resultando em parcelas próximas de R$ 4,8 mil e exigindo renda mínima de R$ 17,4 mil.
Para Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, os números refletem a diversidade do mercado da capital: “Goiânia reúne bairros tradicionais de classe média com áreas de alto padrão em expansão. O estudo mostra onde as condições são mais acessíveis e onde o financiamento se torna restrito a uma pequena parcela da população”.
O levantamento reforça como a localização e o padrão dos imóveis determinam não só o valor das parcelas, mas também a possibilidade real de acesso ao crédito, escancarando as diferenças entre morar em um bairro popular ou em um condomínio de luxo na capital.
Redação
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