Um jogo de futebol infantil, que deveria ser marcado pela alegria e pela formação esportiva, acabou virando caso de polícia em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia. A partida da categoria sub-11 foi interrompida depois que um pai invadiu o campo para reclamar de suposta parcialidade do árbitro e acabou se envolvendo em uma briga diante das crianças.
Testemunhas relataram que o homem entrou em campo inconformado com a derrota do time do filho e acusou o árbitro de favorecer os adversários. A discussão logo evoluiu para empurrões, gerando pânico entre jogadores e familiares que acompanhavam a partida.
Segundo o boletim de ocorrência, o árbitro percebeu que o pai carregava no bolso um objeto cortante, descrito como um canivete. O juiz disse que se sentiu ameaçado ao ser segurado pelo homem e precisou recuar para evitar algo mais grave.
Após ser contido, o pai ainda se envolveu em novo tumulto do lado de fora. Em meio a troca de acusações e ânimos exaltados, ele teria atirado uma pedra contra um torcedor. Revoltados, outros pais revidaram e a situação se tornou incontrolável. Para escapar, o homem entrou em uma caminhonete onde estavam duas crianças e deixou o local.
Em depoimento à polícia, o homem admitiu que estava com um canivete, mas afirmou que não o utilizou para ameaçar ninguém. Ele explicou que carrega a ferramenta por hábito de trabalho — é eletricista — e que apenas reagiu após ser empurrado pelo árbitro.
A Polícia Civil de Trindade instaurou inquérito para investigar a confusão. Até o momento ninguém foi preso, mas os envolvidos podem responder por crimes de ameaça, lesão corporal e exposição de menores a risco.
O episódio levanta preocupação sobre a segurança em competições de base e o exemplo transmitido às crianças. O futebol, que deveria ensinar disciplina, respeito e espírito esportivo, acabou marcado pela intolerância e violência de um adulto que não aceitou o resultado dentro de campo.
Redação
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