sábado , 7 março 2026

Pai é condenado a pagar R$ 30 mil por abandono afetivo dos filhos em Anápolis

A Justiça de Anápolis, no centro de Goiás, condenou um pai a indenizar os dois filhos por abandono afetivo. A decisão, proferida pelo juiz Bruno Leopoldo Borges Fonseca, da 2ª Vara de Família e Sucessões, na última terça-feira (4), determinou o pagamento de R$ 30 mil — sendo R$ 15 mil para cada filho — como compensação por danos morais.

De acordo com o processo, os filhos, que cresceram em Anápolis, relataram que o pai se manteve ausente durante a infância e não participou de momentos importantes da vida familiar. Um deles vive atualmente no exterior com a mãe, enquanto o outro continua morando na cidade. Ambos afirmaram ter sofrido consequências emocionais pela ausência paterna, chegando a precisar de acompanhamento psicológico.

Testemunhas confirmaram que o contato entre pai e filhos era praticamente inexistente, e que o genitor só procurava os filhos para tratar de questões relacionadas à pensão alimentícia.

Na defesa, o homem alegou que o afastamento ocorreu por causa da mudança dos filhos para outra cidade e, depois, para o exterior, além de conflitos com a ex-esposa. Mesmo assim, reconheceu que ficou distante por longos períodos. Para o juiz, no entanto, essas justificativas não afastam a responsabilidade do pai.

“Ao pai caberia um mínimo de cuidado com os filhos, garantindo afetividade para uma formação psicológica estável”, destacou o magistrado na sentença.

Além da indenização, o homem foi condenado a arcar com as custas do processo e a pagar honorários advocatícios de 10% sobre o valor da condenação.

O advogado Olin Daniel Ferreira Silva, representante dos filhos, afirmou que a decisão reforça a importância da presença e do afeto dos pais no desenvolvimento emocional dos filhos. “A ausência prolongada e injustificada pode gerar danos sérios, e a Justiça tem reconhecido isso”, disse.

Apesar da condenação financeira, o juiz ressaltou que o valor não substitui o carinho e a convivência familiar, frisando que o mais importante é que o pai busque se reaproximar dos filhos e reconstruir o vínculo afetivo perdido.

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

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