Ordens de prisão falsas emitidas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes levaram à deflagração de uma operação interestadual nesta quinta-feira (5) em Goiás. As investigações apontam que criminosos acessaram ilegalmente sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Judiciário goiano para inserir documentos e despachos fraudulentos em processos reais.
A ação é conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), com apoio das polícias civis de Minas Gerais e do Distrito Federal, além do Núcleo de Inteligência do Tribunal de Justiça de Goiás. Segundo as apurações, o grupo agia de forma organizada para manipular plataformas oficiais e criar decisões inexistentes com aparência de legalidade.
De acordo com a investigação, os suspeitos tiveram acesso indevido ao Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP) e ao Projudi, onde inseriam mandados e despachos falsificados em ações judiciais em andamento. Os arquivos continham numeração processual, linguagem técnica e referências institucionais, dificultando a identificação das fraudes.
Os nomes de Lula e de Alexandre de Moraes foram usados para simular ordens de prisão, o que elevou a gravidade do caso e gerou repercussão nacional.
Durante o cumprimento dos mandados, equipes recolheram computadores, celulares e mídias digitais, que passarão por perícia para identificar os responsáveis, o alcance das invasões e o número de processos adulterados.
As investigações também buscam esclarecer como os suspeitos obtiveram acesso a sistemas restritos e se houve vazamento de credenciais ou participação de terceiros. Os envolvidos poderão responder por invasão de sistemas, falsidade ideológica, uso de documento falso e organização criminosa.
Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira
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