sábado , 7 março 2026

Operação Fogo Proibido prende 32 pessoas em Goiás após foguetório em homenagem a criminosos do Rio

As forças de segurança de Goiás prenderam 32 pessoas durante a Operação Fogo Proibido, deflagrada após um foguetório em homenagem a criminosos mortos no Rio de Janeiro. A ação aconteceu entre a noite de terça (4/11) e a madrugada de quarta-feira, mobilizando as Polícias Civil, Militar e Penal, além do Corpo de Bombeiros e do Procon Goiás.

De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-GO), as prisões ocorreram em diferentes cidades: 14 em Goiânia, seis em Abadia de Goiás, nove em Aparecida de Goiânia e três em Rio Verde. Durante as fiscalizações, as equipes apreenderam quase quatro mil fogos de artifício e vistoriaram cerca de 30 empresas que comercializam o produto em Goiânia, Trindade, Senador Canedo e Anápolis.

As investigações começaram logo após vídeos circularem nas redes sociais mostrando o disparo de fogos em várias cidades goianas. Segundo a SSP-GO, a comemoração teria sido organizada por simpatizantes do Comando Vermelho (CV), facção criminosa de atuação nacional, em homenagem a integrantes mortos durante uma operação policial no Rio de Janeiro no último dia 28 de outubro.

O secretário de Segurança Pública, Renato Brum, afirmou que a maioria dos detidos não faz parte da facção, mas seriam simpatizantes ou pessoas que tentaram aparecer nas redes sociais.

“São simpatizantes ou pessoas que quiseram aparecer. Muitos ligados a torcidas organizadas. A resposta vai ser dura”, destacou Brum.

Ele reforçou que o Estado está atento para impedir qualquer avanço do crime organizado.

“Em Goiás, não tem um palmo de terra onde as forças de segurança não entrem. As lideranças da facção estão isoladas em Planaltina e o Estado está pronto para agir”, completou.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcelo Granja, afirmou que o trabalho continuará:

“Vamos permanecer em campo e dar a resposta necessária. Ninguém vai subir o nível do crime em Goiás.”

Já o delegado-geral da Polícia Civil, André Ganga, explicou que soltar fogos não é crime, mas os detidos foram autuados por apologia ao crime, posse ilegal de arma e porte de drogas.

“Monitoramos tudo em tempo real desde a madrugada. Aqui não vai ser aceito enaltecer criminosos”, declarou.

Durante a operação, além das prisões, as equipes identificaram irregularidades no armazenamento e na venda de fogos de artifício. O secretário Renato Brum reforçou que as fiscalizações continuarão:

“O trabalho vai continuar. Estamos atentos e não vamos permitir ilegalidades.”

As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e usuários que incentivaram o ato nas redes sociais. A SSP-GO não descarta novas prisões nos próximos dias, e a Operação Fogo Proibido segue ativa em todo o estado.

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

Check Also

Pressão cresce e Adriana Accorsi pode trocar reeleição tranquila por disputa ao Governo de Goiás

A deputada federal Adriana Accorsi pode deixar de lado um cenário considerado confortável de reeleição …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *