sábado , 7 março 2026

Mulher é morta pelo marido com facada no pescoço em Quirinópolis

Uma tragédia marcou o domingo (5/10) na cidade de Quirinópolis, no Sudoeste goiano.
Cléria Rosa de Moraes, de 54 anos, foi encontrada morta dentro da própria casa, no bairro Onício Resende, com um golpe de faca no pescoço. O principal suspeito é o marido, Gilberto, que confessou o crime à vizinhança momentos após o ato.

De acordo com informações da Polícia Militar, o homem chegou à casa de uma vizinha com o corpo coberto de sangue e aparentando sinais de embriaguez. Em estado confuso, teria dito que “acabou com o sofrimento do casal”, numa tentativa de justificar o homicídio. Ao chegar ao local, os policiais encontraram Cléria sem vida, deitada na cama, com uma perfuração profunda no pescoço.

Segundo relatos, a vítima havia sofrido um acidente vascular cerebral (AVC) recentemente e convivia com sequelas que limitavam sua mobilidade. Vizinhos afirmam que o casal estava junto há muitos anos e que, embora mantivessem uma relação discreta, já haviam sido ouvidos desentendimentos dentro da residência.

O corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML) e o suspeito encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Quirinópolis, onde permanece à disposição da Justiça. A investigação apura as reais motivações do crime e se houve premeditação.

Casos como o de Cléria Rosa evidenciam uma realidade preocupante. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública apontam que os registros de feminicídio aumentaram em todo o país em 2024, e o estado de Goiás figura entre os que mais cresceram proporcionalmente.

Especialistas reforçam que o perfil das vítimas costuma envolver mulheres em situação de vulnerabilidade — seja física, emocional ou financeira — e que o isolamento e a falta de rede de apoio ainda são fatores que dificultam a prevenção.

A alegação do autor de que “agiu para acabar com o sofrimento” não possui amparo legal.
Para juristas ouvidos pelo Goiás da Gente, o argumento reflete um tipo de distorção emocional e moral, comum em casos de violência doméstica grave, em que o agressor tenta racionalizar o ato.

“Nenhuma dor ou dificuldade justifica um crime. A vítima tinha direito à vida, ao cuidado e à dignidade. O sofrimento dela não era motivo, era motivo de proteção”, afirmou um delegado ouvido pela reportagem.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

Redação

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